Em 100% Madrasta, publicação da Integrare
Editora que será lançada no próximo dia 29
de agosto na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em
São Paulo, a autora Roberta Palermo destaca
o papel da madrasta na constituição da nova família.
Para Palermo, o conceito de vilã, finalmente dá lugar
à mulher que se preocupa com o bem-estar de seus familiares.
O número de divórcios registrados no país sofreu
um aumento de mais de 50% na última década, segundo dados
do IBGE. Em conseqüência disso, cresceu também a quantidade
de lares chefiados exclusivamente por mulheres e é cada vez mais
comum a constituição de novas famílias compostas
por casais dispostos a optar pelo segundo casamento - que pode incluir
os filhos gerados no primeiro.
É diante deste cenário que a figura da madrasta vem ganhando
espaço nos lares. Ao analisar a influência desta figura,
a partir de experiências profissionais e pessoais como enteada
e, mais tarde, como madrasta, a terapeuta familiar Roberta Palermo mostra
o avanço do papel dessas mulheres que hoje, mais do que companheiras,
exercem a função de parceiras na educação
das crianças.
Dividido em nove capítulos, o livro reúne várias
experiências focadas no cotidiano da família e demais envolvidos.
Trata também, de forma clara e objetiva, de temas delicados que
contam com personagens reais como a ex-mulher, os filhos do primeiro
casamento e os futuros, os familiares de primeiro e segundo grau. Palermo
mostra que rupturas e novos relacionamentos provocam as mais diversas
sensações em todos: angústias, dificuldades e,
ao mesmo tempo, a perspectiva de novos horizontes.
Mais: a obra traz orientações sobre como facilitar a convivência
entre todos e administrar “saias-justas”. Soluções,
quando o assunto é o lado financeiro ou para situações
em que as questões são bem mais simples, como conduzir
as tarefas em casa, preparar o cardápio, chamar a atenção
dos pimpolhos.
Roberta lembra que alcançar a harmonia entre parentes, amigos
e a nova família nem sempre é tarefa das mais fáceis.
Entretanto, destaca o diálogo como uma ferramenta a favor de
todos: pais, mães, madrastas, filhos e enteados. Segundo a autora,
conversar é a forma mais adequada para resolver problemas. A
terapeuta sugere ainda, ao longo da obra, atitudes que previnem futuros
atritos como, por exemplo, evitar conversar sobre a distribuição
de dinheiro dentro da nova casa com as crianças.
Mais do que orientar as “candidatas a madrastas” sobre como
lidar com um panorama totalmente novo, o livro propõe a desmistificação
da figura da madrasta - transformar o velho rótulo de vilã
em um conceito mais adequado ao século 21, onde a madrasta pós-moderna
conquista, a cada dia, maior espaço no coração
das crianças e assume, muitas vezes, um papel de grande importância:
passa a se preocupar com educação, alimentação,
com o lazer da criança, com seus sentimentos e procura, acima
de tudo, ser aceita como parte da família. Trata-se daquela com
quem se pode contar e em quem se pode confiar.
A Autora
Roberta Palermo é terapeuta familiar formada pela Escola Paulista
de Medicina/UNIFESP e presidente da AME – Associação
das Madrastas e Enteados.
É moderadora do Fórum das Madrastas, acessado pelo site
www.robertapalermo.com.br
e colaboradora do grupo de discussão do site www.pailegal.net.
Arquiteta e urbanista pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo,
coordena o espaço para estimulação e integração
para bebês See-Saw Babies e o curso de formação
para babás na escola See-Saw/Panamby.
Em 2002 publicou o livro Madrasta: Quando o homem da sua vida já
tem filhos (Editora Mercuryo).